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domingo, 11 de março de 2012

Escola X Inclusão

Victor é o primeiro aluno com paralisia cerebral tetraplégica matrículado na rede de ensino regular de Ilhabela. No ano passado quando eu dizia que este ano o Victor estudaria na rede regular, muitos amigos próximos me diziam que talvez está não fosse uma boa alternativa porque a inclusão escolar de fato não existia, era um processo que ainda estava engatinhando. Mas eu acredito que a escolar regular é a melhor opção, pelo menos aqui na minha cidade. No ano passado comecei um curso de libras promovido pela única escola de Ilhabela que tem uma sala de recursos multifuncionais, onde preofessores do Atendiemento Educacional Especializado (AEE) recebem alunos com necessidades educacionais especiais em contra-turno do horário de aula e trabalham suas dificuldades. Conheci alguns profissionais que trabalhavam nessa sala, e comecei a me sentir mais segura e confiante quanto a decisão de colocar o Victor na escolar regular.

Somente há duas semanas que o Victor começou a frequentar as aulas, e por enquanto só irá duas vezes na semana, porque nos outros dias ele vai à São Paulo. O Victor tem cadeira de rodas, mas é muito alta, e achamos que se ele ficasse na mesma altura das crianças, usando a mesma mesa a interação seria melhor, então o vovô adaptou a própria cadeira da escola. As outras crianças da sala não veêm deficiência alguma, se aproximam, abraçam e beijam ele o tempo todo, e querem ajudá-lo a fazer as atividade, até brigam para sentar do lado dele. A sala é reduzida com apenas 12 alunos, e tem uma professora e uma auxiliar, estas adaptações foram realizadas para receber o Victor, que comecerá a ser atendido pelo AEE na próxima semana.

Estou muito satisfeita e feliz com este começo, ele tem interagido bem, prestado atenção e participado de todas as atividades. O parquinho não tem adapatação alguma para deficientes, mas ele vai em todos os brinquedos com a ajuda dos colegas, e se diverte muito.                                  

Ainda tem muitas adaptações para serem feitas, e acredito que com  participação do AEE, surgirá muitas novidades, recursos e adaptações.

                                     






domingo, 13 de novembro de 2011

Inclusão?!

Escola versus criança especial: medo, insegurança, necessidade, benefícios?!
Quando penso em escola para o Victor fico perdida no meio de tantos pensamentos, positivos e negativos, e vem a dúvida escola Especial ou Regular? E a tal da Inclusão?!

Ano passado surgiu uma proposta de trabalho, e fiquei louca para voltar a trabalhar fora, sim porque depois que ganhei o Victor passei a ser mãe 24hs, e achava que seria bom para nós dois um pouco de distância. E o que fazer com o Victor? Colocar na creche claro! Claro que não,  porque ele disseram que não poderia cuidar de uma criança com suas necessidades! E a escola particular!? Não tinha professores capacitados e não poderiam contratar uma pessoa só para auxiliá-lo em sala de aula. E agora?! APAE? Tentei em um perído de uns 3 meses, mas o Victor não se adaptou e eu também não estava gostando muito.

Depois de tudo isso desisti do emprego, e perebi que trabalhar no momento seria algo impossível, não pelo Victor, mas por nossa rotina de viagens e terapias. Mas a idéia da escola ficou e foi ganhando força. Ele, como qualquer criança da sua idade precisa estar na escola, para o desenvolvimento social e emocional. 

Decidi, depois de muito pensar, desistir e decidir novamente, que ele iria para escolar regular. Liguei para a escola pública mais próxima da minha casa para saber sobre a inclusão e matrícla, a diretora um pouco sem jeito, me disse que ele tinha que fazer uma avaliação no CAPI priemeiro para só então verificar a possiblidade dele frequentar a escolar regular. Han? E a tal da Inclusão?

Combinamos uma reunião com a equipe do CAPI aqui em casa. Vieram a coordenadora, psicológa e a fono, e elas me informaram que vieram para conhecer o Victor e suas necessidades e assim adaptar a escola para recebê-lo, e não para avaliar a possibilidade dele frequentar a escola, porque é um DIREITO dele. Fiquei muito feliz e satisfeita com a reunião, e elas só pediram um pouco de paciência, como ele seria o primeiro caso de paralisia tetra na rede de ensino escolar, os primeiro erros e acertos seriam com ele.

Na semana seguinte fui realizar sua matricula, e confesso que me senti uma cidadã ao assinar aquela folha de papel informando que meu filho está matriculado no maternal do ano letivo de 2012.

Mesmo sendo um direito de toda criança o acesso e pernência na escola, sabemos que de fato isso não acontece. E quando se fala em inclusão, não é integrar a criança à sala de aula, é incluí-la em todas as atividades. E não somente meu filho irá ganhar frequentando a escola, mas também todos os alunos e funcionários da escola, que terão a oportunidade de conhecer e conviver com uma criança especial, e formar um novo conceito de limitações, que muitas vezes não está nas pernas, nos braços e sim na cabeça e no coração que não se abrem para o novo, para o diferente.

A ansiedade e a felicidade foi tão grande, que não me segurei e já comprei o uniforme. Meu menino está crescendo!  Algumas inseguranças persistem em ficar, como será que o receberão? Será que cuidarão bem dele? Enfim, só experimentando para saber... o que me tranquiliza é que eu estarei com ele por algumas semanas para adaptação em sala de aula.