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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sim e Não

 

Apesar de ser expressivo, estamos tentanto introduzir as plaquinhas de sim e não para facilitar nossa comunicação, e a comunicação do Victor com as outras pessoas. Sim, tentando, e imaginei que seria mais fácil. 

Ás vezes ele consegue utilizar as plaquinhas muito bem, e algumas vezes ele só quer brincar. Mas vamos continuar tentando, tentando e tentando... ainda é algo novo, ele vai explorar, experimentar, tentar do jeito errado e acertar...

As placas são utilizadas pelas crianças para informar se querem algo ou não de uma forma mais clara. Está sendo um pouco difícil introduzir essa nova ferramenta na comunicação do Victor, porque ele já estava acostumado a utlizar o olhar para apontar o que queria, mas o "não" era um pouco menos evidente. E como o olhar funcionava, ele acabava ignorandoo o "sim".

Muitas vezes tenho que forçar um pouco. Quando pergunto se ele quer brincar de novo, e ele só olha para o brinquedo e faz "uh" (que antes já era suficiente para simbolizar o sim), não começo a brincadeira até ele olhar para o sim e depois para o brinquedo. Aí ele entende, e toda vez que pergunto, ele olha para a placa e depois para o brinquedo, mas depois com outra atividade temos que começar tudo de novo.

O não ele entende quando mostro para ele indincando que ele não pode fazer algo, mas quando é para ele informar que não quer algo, é mais difícil.

Já conseguimos avanços, mas foram todos através de experiências em situações de "sim" e de "não" e tentativas.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Cognitivo e o brincar

Quando se tem uma criança com deficiência motora, a coordenação é o que se torna mais evidente, e assim, nossa maior preocupação se volta para o corpo, e procuramos terapeutas para iniciarem um trabalho de reabilitação com o intuito de ajudar a criança se organizar fisicamente nas atividades diárias e evitar atrofia dos membros.  
E o cognitivo, como que fica?
O cognitivo não deve ser esquecido, se não também atrofia.  A criança comum se desenvolve através da exploração dos objetos e das brincadeiras, e como a criança especial tem dificuldades em fazer isso sozinha, precisa de ajuda para descobrir como brincar.
Com o Victor começamos com brincadeiras de ação e reação, como no boliche, que precisa empurrar a bola para derrubar os pinos.
brinquedo de ação e reação
E com a ajuda de um acionador (caseiro) ele conseguia brincar com aqueles brinquedos que tem um botão pequeno para ligar.

botão convencional on/off, muito difícl para os peq

com o acionador caseiro ele conseguia ligar o brinquedo, porque o botão sendo maior ficava acessível 

E depois ele começou a entender que a comunicação através do olhar funcionava, e começamos as atividades de escolhas.  Apresentávamos dois brinquedos a ele, e com um olhar ele apontava com qual queria brincar. Na montagem de blocos a mesma idéia, ele apontava com o olhar a peça que ele queria, e o ajudávamos na coordenação.
Decidimos tentar o lúdico, iniciando pelas atividades que ele já realizava no dia-a-dia, como se alimentar, deixando ele indicar o que queria fazer. 
brincando de dar comida  à boneca

e tem diversão também

ele olha para a panelinha de comida, depois olha para o beneca

brincando de lava rápido

e mecânico

E assim, de acordo com sua compreensão, fomos aumentando a estória: íamos da casa até o supermercado fazer compras para preparar a comida da boneca.
casinha feita com caixa de sapato

 escolhendo os produtos

 guardando no carrinho com ajuda da mamãe

e agora sozinho
O lúdico é um processo importante para desenvolver o cognitivo e para a utilização da comunicação alternativa, mas eu acho que a criança também precisa se divertir, se não perde o sentido da brincadeira.  Nas primeiras vezes o Victor só queria explorar os brinquedos, depois ele foi entendendo a brincadeira lúdica, mas foram várias tentativas, cada criança tem o seu tempo. Hoje quando ele vê alguma mão alimentando o filho, ele fica todo animado e quer participar também, oferecendo comida à criança.
Agradeço muito a nossa querida fono Andrea (AACD), que tem nos ajudado muito com a comunicação. Depois que aprendemos a se comunicar melhor, tudo ficou mais fácil, o Victor está menos nervoso porque consegue dizer através de expressões e olhares o que quer. Existem vários anjos cruzando nosso caminho, e ela é um deles.  

Toda crinaça tem o direito de brincar muito e se divertir muito!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Diário

O Victor tem perda auditiva (leve do lado direito e moderadamente severa do lado esquerdo), faz uso de próteses auditivas, mas não dá para saber ao certo como ele escuta. Por isso, além de usarmos a  fala, também usamos a LIBRAS. 

Ele se comunica muito através do olhar, faz escolhas, aponta o objeto que quer algumas vezes com o braço, e outras com o olhar e emitiu o seu "uh". Se pergunto: cadê a barriguinha? ele logo olha para a barriga e da risada! Se perguntar cadê a mamãe, ou a vovó, ele também localiza rapidamente. Ele também aprendeu algumas expressões faciais para dizer, por exemplo, que está com sono. E na hora de comer? Olha para a cozinha e não sossega com os seus "uh's" até eu preparar algo para ele comer.

A comunicação mais utilizada pelas crianças como paralisia cerebral que não falam, é a comunicação alternativa feita através de cartões e pranchas de comunicação.


Mas até chegar lá tem um longo caminho. Por enquanto estamos criando um diário, onde contamos tudo que ele faz de uma forma um pouco diferente da convencional. Desenhamos, trazemos conchinhas da praia, luva do dentista e colocamos tudo no diário, assim ele começa a associar as figuras ou objetos a determinadas atividades, digamos que é uma "introdução" à comunicação alternativa.


Capa

Fisioterapia (feita com colagens e eva)

Equoterapia

Dentista

Bingo na APAE

Na folha ao lado desenhamos a seta para indicar a folha anterior

Ele adora mostrar o diário aos amigos, passa a mão nas imagens e imiti muitos "uh's", contando suas atividades.